Há poucos dias ouvi-me, escutei-me assim: " Não tenho problemas de insegurança, conheço as minhas limitações e vivo bem com elas; o meu problema ter medo de não me realizar em todo o meu potencial, seja a que nível da vida for. É estar às portas da morte e aperceber-me de que não vivi, mas que a vida apenas passou por mim. "
Há poucas horas ouvi-me, escutei-me assim: " Sei que fujo de tudo o que me limita, me controla, quer física quer intelectualmente; o que mais detesto é sentir que as circunstâncias da vida condicionam as minhas escolhas...e no entanto a vida parece dedicada a gritar-me limites, entram-me pelos olhos a dentro...É uma luta constante, é uma revolta permanente."
E tu, iluminada como só tu consegues ser, atiraste-me assim a frio, sem avisares, sem me dares tempo para me enganar mais um pouco: " Já sei que não acreditas em nada disto, mas se acreditasses, se acreditasses em Karmas, em vidas passadas, conseguias com certeza imaginar porque é que vieste a esta vida assim pequenina, baixinha. Para que não te esqueças dos limites...Agora, não sei se será para aprenderes a viver com eles ou para aprenderes a superá-los. Mas a tua vida passada deve ter sido vivida sem limites de qualquer género..."
Pois, pode ser que sim, pode ser que tenhas razão.
Será que a lição do cosmos para esta vida é " Resume-te à tua insignificância, tu que pensas poder abraçar o mundo "; ou, " Os limites iludem-te, arrisca"? Não sei.
Por isso, por agora e até que as forças me faltem ou o espírito se ilumine, continuarei...a lamentar o irremediável, a carpir mágoas passadas, a imaginar o que poderá vir a ser até ele se tornar no que poderia ter sido, a querer viver mil vidas numa só, a seduzir novos horizontes, a experimentar tudo e não gostar de quase nada, a sentir-me sufocar quando não estou só, a exigir sempre mais, a esperar sempre demais, a cortar amarras para depois chorar de saudades, a contar o tempo perdido...e o tempo que resta, para depois o desperdiçar nos mesmos dilemas.
Friday, February 2, 2007
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1 comment:
Tomei a ousadia de fazer uma leitura e arriscar 1 comentário...
"o que mais detesto é sentir que as circunstâncias da vida condicionam as minhas escolhas...e no entanto a vida parece dedicada a gritar-me limites, entram-me pelos olhos a dentro...É uma luta constante, é uma revolta permanente."
Olho para o tempo que correu até hoje e revejo-me por completo nestas palavras, sem por nem tirar...é uma merda mesma!
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